~ Vivi's feelings
Viviane Harumi Aohio Binotto, 18, brazilian.

☮ Never grow up - Peter Pan

Não peço que me leve aos cantos bonitos, caros e cheios de palavras bonitas inglesas. Não te peço horrores, nem te peço flores. Só te peço que me aceites. Que me leves, que me tires do que me pesa. Não peço demais, nem de menos, só peço que me segures a mão e não me peça mudanças.

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"E esses dias eu estava voltando do trabalho e lá estava ela mais uma vez. Sentada no banco da praça lendo mais um de seus livros – ela devia ter uma estante cheia deles em casa, é bem a cara dela, uma coisa organizada e cheia, como ela, cheia de luz, cheia de paz –, tão diferente, tão linda sem nem ao menos saber disso, transmitindo uma serenidade imensa e alegria às minhas tardes toda vez que se encantava com algum trecho do livro e sorria e me fazia ter vontade de acompanhá-la e ser o motivo daquele sorriso – quem sabe um dia não escrevia um livro pra ver se conseguia tirar um sorriso lindo daqueles e poder chamá-lo de meu. Ela me inspirava cara. Mesmo sendo só isso, eu a vendo de longe, lendo, sem palavra alguma, me apaixonei por sorrisos. Logo eu que nunca gostava de nada, não me encantava por coisa alguma me vi perdido naquele sorriso acanhado, naquela boca pequena, observando o movimento dos cabelos dela por conta do vento, a pele que parecia radiar, os olhos cor de mar – ah, como eu queria ganhar um olhar e poder me perder naquela imensidão, sentir o acalento da maresia; E foi inevitável, quando uma tarde eu passei por aquela mesma praça e a moça dos olhos de mar não estava lá, aquilo tirou um pouco da alegria do meu dia, de alguma forma tirou e mesmo sem saber explicar o porque, a partir daquele momento eu soube que ela faria alguma diferença na minha vida e que eu devia ir falar com ela; Minha mãe costumava dizer que algumas pessoas nascem ligadas por suas almas para que em algum momento nesse plano terrestre seus corpos físicos se encontrem e se reconheçam, e olha, aquilo fez total sentido naquele dia em que senti falta de uma pessoa que eu nunca nem ouvi a voz! Foi como se um alarme soasse dentro da minha cabeça, sendo liberado pelo coração, dizendo que eu devia falar com ela e me fazendo sentir um frio na barriga por imaginar como seria a voz que sairia por entre os lábios da moça dos olhos de mar.
Na tarde seguinte lá estava eu passando em frente a praça e a moça lendo outro livro – como se fosse alguma novidade, era um livro por semana no máximo –, e eu me encantei mais um dia, e ela sorriu lendo mais uma das frases de seus livros e eu entendi que precisava falar com ela, não importava o quanto meus estômago estivesse revirando ou o quanto minhas mãos estivessem suando, eu iria falar com ela e seria hoje!
Caminhei lentamente até o lado dela, torcendo para que a voz não falhasse e quando chegasse perto dela, ela parecia tão fissurada naquele livro que achei que não fosse boa ideia atrapalhá-la, mas então ela levantou os olhos de sua leitura e olhou nos meus, ela sorriu. Ela sorriu pra mim cara, sem nem me conhecer! Foi o ápice do meu dia, ver aquele sorriso de perto, se dirigindo à mim e aquele par de olhos cor de mar – perfeição –, direcionados aos meus, foi a deixa, o nervosismo aumentou e a vontade de cuidá-la também. Correspondi o sorriso e falei:
“–Sobre o que são seus livros?” – ah, sim, um ótimo jeito de começar uma conversa com a moça dos olhos cor de mar com quem eu nunca havia falado não é? Ela me olhou com cara de interrogação e eu acrescentei – “Sabe, eu passo por aqui e você geralmente está aí, fissurada, dando um sorriso entre uma palavra e outra. Quis saber o que tira um sorriso de uma moça tão bela.”
Ela sorriu pra mim. – de novo cara, de novo! E foi o primeiro sorriso que eu mesmo tirei, a partir dali eu soube que não me importaria em passar o resto da vida fazendo o que fosse preciso para tirar sorrisos dela. – Mas o que fez em seguida me intrigou. Ela abriu o livro na última página, pegou um lápis e rabiscou:
“Meus livros são sobre tudo.”
E aquilo me intrigou. Como sobre tudo e porque ela não falava comigo, apenas escreveu?
“–Como assim sobre tudo moça? E por que não fala comigo, mas sim escreve?” – Mais uma vez ela rabiscou a última página de seu livro.
“Meus livros são de todos os assuntos, desde ficção com aquelas histórias malucas de vampiro, até os mais realísticos. Eu escrevo porque aprecio esse ato, tenho paixão por ele, mas também porque sou muda.”
Tá, confesso, eu parecia um paspalho querendo abrir um buraco no chão e dar um jeito de caber dentro.
“–Ah minha nossa, me desculpe! Eu não sabia, não tive intenção nenhuma em te ofender e…” – E ela levantou a mão me interrompendo e mais uma vez escrevendo.
“Não peça desculpas, você não me ofende por fazer essa pergunta mas sim por pedir desculpas por uma coisa que eu estou tão acostumada e aceito tão bem em mim, voz não é tudo na vida quando se tem o dom da escrita.”
Eu sorri pra ela. Ela conseguiu me encantar em cinco minutos de conversa e eu percebi que não dava a mínima se conseguia ouvir o som da voz dela ou não, eu conseguia sentir o perfume doce, eu adorava a cor de mar que ela tinha nos olhos e aquela boca pequena.
“–Você é incrível e eu mal te conheço. Corro o sério risco de você me achar um maluco perseguidor, mas eu passo todos os dias por aqui e sempre vejo você sorrindo. E o timbre da sua voz tenho certeza de que seria tão lindo quanto você, mas não me importo por ele não existir. O que me encantou foi a simplicidade do seu sorriso e a paz que ele me faz sentir, a imensidão do seu olhar e os mistérios por traz dele.”
“Você me surpreende, você não me julga. Admiro isso e muito.” – Ela escreveu pra mim.
Ela me admirava, ela era linda, ela me trazia uma sensação de paz e era capaz de tornar meus dias melhores com um sorriso. O que eu podia querer mais?!
Mamãe também dizia que vinhamos ao plano terrestre com uma missão a cumprir, e eu soube que aquela moça fazia parte da minha missão. Que eu devia cuidá-la, fazê-la sorrir e iluminar o mundo um pouco mais e nunca ligar para o fato de ela escrever ao invés de falar. Ela fazia aquilo parecer tão natural que era como se ela tivesse optado por escrever por ter esse dom, e não por ter um “defeito”.
Eu a convidei para sair e nós fizemos nossa história juntos. Eu a fiz sorrir mais um milhão de vezes e fui o cara mais feliz por isso! Por ser o motivo dos sorrisos dela. E eu nunca me arrependi, eu sabia no fundo do peito e da alma que ela era certa pra mim.
Eu passei a me apaixonar cada vez mais pela literatura, por ela e por suas manias e escritas, até chegar ao ponto de escrever um livro dedicado à tirar sorrisos dela. Eu cumpri a minha missão e fui feliz pela vida inteira ao lado de uma mulher que me cativou ao longe e me impressiona a cada dia um pouquinho mais!
E adivinhem o nome dela? Muriel. Significa “mar brilhante”. Ela foi minha sorte, minha mulher, minha vida, minha alma gêmea e minha melhor amiga e eu descobri significado do nome dela com um olhar, como eu não sei explicar. Vai ver que, como minha mãe dizia, seja mesmo coisa de alma!"

Muriel, a moça dos olhos cor de mar. – Gabriela Angelis (via risos-ocultos)

Postado em 29/3/2013 às 20:18 | 2 notes (Reblog this!)
"De se apaixonar ninguém tem medo. A gente tem medo é do que acontece depois que se apaixona."

Pedro Pinheiro.   (via s-hift)

(Source: versificar)


Postado em 29/3/2013 às 20:10 | 32,158 notes (Reblog this!)
"Forte eu nunca fui. Pra falar a verdade, meu coração continua sendo bobo, frágil. Mas hoje disfarço melhor."

Querido John. (via suavidez)

(Source: querido--john)


Postado em 29/3/2013 às 20:10 | 91,244 notes (Reblog this!)
"Eu não tô triste, mas também não estou feliz. Tô com preguiça de apostar em algo novo, depois de ver tudo que era meu desandando. Tô sem paciência para construir algo, para depois ter de ver tudo desmoronar. Não dá mais, entende? Nem conseguir ficar triste, eu consigo. É só uma pontinha de solidão, de não ter ninguém para pegar na mão. Só isso. E passa, sempre passa."

Poetizar flores     (via remontado)

(Source: poetizar-flores)


Postado em 15/2/2013 às 20:49 | 14,975 notes (Reblog this!)

Postado em 14/2/2013 às 14:30 | 47,416 notes (Reblog this!)

Postado em 12/2/2013 às 18:49 | 2,595 notes (Reblog this!)

Postado em 11/2/2013 às 6:54 | 16,352 notes (Reblog this!)

Postado em 11/2/2013 às 6:54 | 3,843 notes (Reblog this!)

E aquele momento em que seus pais vão dizendo sim pra tudo que você pedi: “Meu Deus estou sendo testado!”


Postado em 10/2/2013 às 7:27 | (Reblog this!)

Postado em 10/2/2013 às 7:26 | 11 notes (Reblog this!)
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